domingo, 28 de novembro de 2010

Um outro País

Nos dias 27 e 28 de Novembro, o Banco Alimentar contra a fome promoveu, como já é habitual, a recolha de alimentos junto de mais de mil centros comerciais com a ajuda de cerca de trinta mil voluntários.
O movimento do Banco Alimentar tem demonstrado que os Portugueses, ao contrário do que se quer fazer acreditar, são mobilizáveis para causas genuínas e desinteressadas.
As experiências do passado têm comprovado que o espírito de solidariedade nacional é sensível à gravidade das situações e recentemente com a catástrofe Madeirense foi possível, novamente, comprovar a natureza desse espírito solidário.
Estas experiências repartidas e localizadas permitem ter esperança no futuro e na capacidade de consciencialização dos cidadãos, contrariando todos os que menosprezam essas capacidades.
É evidente que existe, em alguns sectores da sociedade, o interesse de fazer acreditar que em Portugal não é possível a criação de verdadeiros movimentos de cidadania que despertem as consciências e façam acreditar que cada um dos Portugueses pode, e deve, tomar o futuro nas próprias mãos.
Os partidos políticos, apesar sua inegável importância, continuam reféns dos seus próprios pecados e da tentação de quererem ter a exclusividade da acção na sociedade civil.
O agudizar das carências sociais que têm sido impostas aos Portugueses podem conduzir o país para uma explosão social com efeitos imprevisíveis e quem acredita que o “povo é sereno” e incapaz de mobilizar-se, deveria olhar mais atentamente para os fenómenos como o do Banco Alimentar que vão acontecendo um pouco por todo o país e que só contrariam essa ideia.

2 comentários:

  1. Eu quero acreditar que Portugal está cada vez mais consciencializado para causas nobres tais como esta. As campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome para além de recolha de alimentos, tenta sempre com grande mérito recrutar mais voluntários, e todos os anos o número de voluntários tem vindo a aumentar . O Banco Alimentar Contra a Fome desenvolve boas práticas pedagógicas que de certa forma irão fazer com que os cidadãos fiquem mais consciencializados com esta causa, contra a luta da pobreza e de certa forma activar em cada um de nós valores cívicos que perdurem no futuro.

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  2. O aprofundamento da nossa democracia não passa tanto pelas mobilizações de massa que foram, no passado, a demonstração da força das classes sociais. Agora o mais importante é mostrar que a sociedade sabe escolher os contributos adequados para activamente promover a mundança do mundo em que vivemos.

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