As votações finais do Orçamento de Estado para 2011 (OE 2011) revelaram a verdadeira natureza da “coragem” do governo e dos que o suporta no parlamento. Depois do debate efervescente, de vários dias, acompanhado pelos meios de comunicação social em torno das medidas de austeridade adoptadas, eis que surge, na recta final e às portas da votação do OE 2011 a alteração (proposta pelo PS e com a abstenção do PSD) que facilitará discricionariamente a eliminação da redução dos salários nas empresas públicas.
É comummente sabido que a “excepção serve para confirmar a regra”, mas a alteração de última hora a e respectiva votação apenas confirmou que tanto o PS como o PSD não são parte da solução do descontrolo das contas públicas, porque o compromisso de ambos é com as clientelas partidárias em detrimento do interesse nacional.
Além disso, as reacções do presidente do PSD – Pedro Passos Coelho –, presidente da Câmara Municipal do Porto – Rui Rio –, eurodeputado – Paulo Rangel – e outras figuras relevantes do partido, serviram para revelar os diferentes partidos do PSD: uma parte parece estar ansiosa para suceder ao PS apenas para tomar o decadente poder do Estado; outros, mais conscientes da realidade, parecem entender que está em causa a soberania nacional e que é o tempo de acabar com a “festa” e disciplinar os “pandegueiros”, useiros e vezeiros do erário público, para que o Portugal dos “brandos costumes” não se transforme numa “bomba” social que explodirá, inevitavelmente, pelo rastilho da inconsciência dos políticos que se servem do país.
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