sábado, 7 de agosto de 2010

No país dos “efes”

Iniciou a época futebolística com a habitual disputa da super-taça, com partida entre os rivais F.C. Porto e S.L. Benfica.
Apesar de o país já levar 36 anos de democracia e a ditadura do Estado Novo ser um fantasma que paira, por vezes, na consciência da nação, muito perdurou no tempo para fazer da epígrafe, “país dos três efes”, uma descrição actual para quem quer ser europeu e com vocação atlântica.
O fado, outro dos “efes”, assumiu-se como a expressão identitária, com futuro assegurado pela diversidade de novos intérpretes e que procura tornar-se património da humanidade da UNESCO. Nos anos seguintes à revolução de Abril de 1974, passou por um período de degradação devido à proximidade que tinha ao regime ditatorial de Salazar e Caetano, mas actualmente demonstra uma vivacidade que ultrapassa as fronteiras nacionais com vozes como Marisa, Ana Moura e outras, reconhecidas no estrangeiro e no espectro da “world music”.
O culto mariano de Fátima, nem justifica comentários! A visita papal de Maio passado é a expressão da importância do fenómeno para a Igreja e os Portugueses.
Acabou a partida! Desta vez saiu vencedor o F.C. Porto, comprovando a impressão dum campeonato nacional melhor disputado entre os principais intervenientes. A escolha de Vilas-Boas parece ter trazido o equilibro que a época transacta não permitiu assegurar entre o Benfica, de Jesus, e o Porto, de Jesualdo.
A inexistência de motivos de animação do país que mostra indicadores económicos medíocres que obrigaram a medidas de austeridade, compensa-se no refúgio aficionado do bairrismo futebolístico.

Sem comentários:

Enviar um comentário