Fernando Nobre é provavelmente o único amador político nestas eleições presidenciais. Não tem “máquina” de campanha que busque figurantes para encher o cenário que será divulgado nas notícias da televisão. Não usa as manhas e artimanhas do discurso para preencher o enredo das coberturas para televisões e para jornais. E não se preocupa em dizer o que todos os políticos profissionais sabem dizer para assediar os eleitores.
Na política Portuguesa há discursos para eleitores e discursos para contribuintes. Mas esqueceu-se o fundamental e mais importante: o discurso para os cidadãos!
Há alguns dias, encontrei alguém cansado do discurso da cidadania, como se ele existisse em Portugal! Neste país encontra-se, e muito, o discurso para o eleitor composto pelas palavras da cidadania. É um discurso efémero preenchido pelo entusiasmo próprio das campanhas eleitorais. Depois de encerradas as urnas, o discurso doce para o eleitor transforma-se imediatamente no sabor amargo do vinagre que se dá ao contribuinte.
O pensamento da cidadania só será real quando se confundirem as palavras dadas ao eleitor com as acções escolhidas para o contribuinte. Nesse dia seremos verdadeiramente uma democracia!
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